Encarar William Shakespeare
, e sobretudo subir no palco para enfrentar Hamlet, não é para qualquer
um. Mas
Thiago Lacerda
não é qualquer um. O desafio de representar o mais clássico dos textos
do mais clássico dos dramaturgos não aterrorizou o ator. Nem mesmo
lembrar que, antes dele, o papel esteve na mão de (dá-lhe clássicos!)
Paulo Autran
, Sir Laurence Olivier
, Gérard Depardieu
. “É bom deixar claro que sou só mais um ator fazendo um personagem que
já foi feito várias vezes. Não tenho nenhuma pretensão de revelar ao
público o Hamlet, e sim, o meu Hamlet”, diz Thiago.
Até mesmo cortar o cabelo de forma radical, deixando buracos e falhas na
cabeça, foi um caminho para encontrar o seu personagem na montagem
dirigida por Ron Daniel
, em cartaz no teatro Tuca, em São Paulo. O “corte Hamlet” foi como um
ritual para evocar o conflito e o sofrimento do príncipe dinamarquês.
Não se iluda: nem o cabelo de “leproso” estraga Thiago. Ele é um pão. De
perto parece até mais bonito do que na TV. E é com a metáfora do “pão
quentinho” que ele explica sua disposição para entrar em cena. “Eu gosto
dessa ideia de não saber o que vai acontecer e fazer o pão ali, na
hora. Se o pão não estiver fresquinho, não tem graça. Quando abre o
pano, é guerra.” Ele não refuta a fama de galã, mas também não a
alimenta. "Não vou dizer que não sou galã. Só nunca me preocupei com
isso." Para falar da vida pessoal, ele tira a máscara: “Não tem
personagem que seja mais difícil do que permanecer casado.” A seguir, um
compacto dos melhores momentos da entrevista.






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